Publicação: 19/11/2009
Pesquisadores brasileiros estão desenvolvendo um satélite para realizar experiências de microgravidade, ou seja, em ambiente de gravidade reduzida. O equipamento está previsto para ser lançado em 2010.
O projeto foi batizado de Sara, sigla para Satélite de Reentrada Atmosférica, em desenvolvimento pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), um dos centros de pesquisa do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), do Comando da Aeronáutica, em São José dos Campos (SP).
O Sara está sendo feito pela indústria nacional e com mão-de-obra própria, treinada e qualificada no Brasil. O projeto propõe o desenvolvimento de uma plataforma orbital para experimentos em ambiente de microgravidade, destinada a operar em órbita baixa, a 300 km de altitude, por um período máximo de dez dias.
Aplicações
No futuro, o equipamento poderá ser usado para realizar projetos de pesquisa e desenvolvimento nas mais diversas áreas e especialidades, tais como biologia, biotecnologia, medicina, materiais, combustão e fármacos, entre outros.
Outro objetivo do projeto Sara é o incremento de estruturas que possam suportar o severo ambiente de reentrada na atmosfera terrestre.
Para este fim, os quatro veículos que compõem o programa, dois suborbitais e dois orbitais, deverão alcançar gradativamente o conhecimento necessário.
A sequência é semelhante ao do programa alemão Shefex (Sharp Edge Experiment), destinado à pesquisa de formas aerodinâmicas para a reentrada de veículos espaciais em regime hipersônico.
Tanto o Sara como o Shefex visam o desenvolvimento de tecnologias para a criação de aeronaves e veículos hipersônicos por meio da análise da reentrada de veículos espaciais na atmosfera terrestre.
No primeiro veículo do programa, o Sara Suborbital, serão desenvolvidas as tecnologias de eletrônica embarcada, do módulo para a realização de experimentos e do sistema de recuperação por meio de pára-quedas.
O cronograma do Sara Suborbital prevê o término do projeto detalhado para o final deste ano e a qualificação em 2010, quando a plataforma deve estar pronta para lançamento.
No futuro, o Sara pretende ser uma plataforma industrial orbital para a qualificação de componentes e equipamentos espaciais a um baixo custo, o que abre chances de negócios no Brasil e no exterior, além de realizar pesquisas científicas em microgravidade.
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